21 fevereiro, 2013

Rota Castreja


Sugestão para passeio de um dia.

Rota Castreja

Nota introdutória:

A criação deste “roteiro” tem como base o conhecimento pessoal dos locais, das vias de comunicação e sobretudo nosso gosto pessoal. É também fruto de algum trabalho de pesquisa na Internet, mas que de científico nada tem assim como tão-pouco poderá ser considerado como um guia. Este “roteiro” tem como ponto de partida a cidade do Porto e está pensado como passeio de um dia e com um grau de subjectividade elevado. Claro está que na região norte e em particular na faixa litoral, são muitos os Castros e se subir um pouco mais e formos até à Galiza mais serão ainda. Felizmente que o estado de recuperação e conservação em muitos casos se pode considerar como boa.

Com a realização deste “roteiro” serão várias as vantagens com que poderão ficar no final do dia, uma vez que o itinerário escolhido em termos paisagísticos é agradável, culturalmente irão aumentar os vossos conhecimentos, vão também contactar um pouco com a natureza devido à localização dos Castros e os mais preguiçosos vão ter aqui um bom motivo para caminhar um pouco (fazendo pois assim algum exercício). Como a esmagadora maioria das pessoas vive em cidades poluídas, aproveitam assim também para respirar um pouco de ar puro. Pelas diversas características somos de opinião que estas visitas não se devem efectuar em dias de muito calor…

Terminamos pois esta pequena nota introdutória como a iniciamos, ou seja, relembramos o grau de subjectividade da nossa escolha e a aproximação geográfica de outros Castros por nós não indicados fazer com que a sequência sugerida possa não ser a melhor.

Mas o que são os Castros?

Os Castros são as ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da Idade do Ferro característico das montanhas do noroeste da Península Ibérica. Os povoados eram construídos com estruturas predominantemente circulares, revelando desde cedo a implementação de uma «civilização da pedra», quer nas zonas de granito quer nas de xisto.

Uma cividade (substantivo feminino antigo de cidade) ou Citânia é um castro de maiores dimensões e importância, habitado continuamente. A designação Citânia é comparada com o "Cytian" dos povoados fortificados nas ilhas Britânicas.

Durante muito tempo consideraram-se os castros como "povoados fortificados", mas esta designação, consagrada pelo uso, é evidentemente muito redutora, porque recobre realidades arqueológicas muito diversas e susceptíveis de variadíssimas interpretações. Recentemente, tem-se vindo a aperceber que estes sítios são de uma enorme a complexidade, que de maneira alguma se podem apenas subsumir numa qualquer "cultura" local (ou várias), e muito menos numa "função" militar.

Em termos arqueológicos os castros estão quase invariavelmente localizados no topo de montes que são defesas naturais e permitem o controle táctico dos campos em redor. Estes montes tinham sempre fontes ou pequenas ribeiras, e naqueles mais desprovidos de água eram construídos reservatórios pelas populações, provavelmente para resistir aos cercos.

Um castro típico é fortificado por uma até quatro muralhas, mas mais comummente três, que complementam as defesas naturais do sítio. As casas têm cerca de três a cinco metros de diâmetro, e são na sua maioria circulares com algumas rectangulares, feitas de pedra solta e terra, com telhado cónico de colmo suspenso por um pilar de madeira central. As ruas são algo regulares, sugerindo organização social avançada. Os castros variam de algumas dezenas a algumas centenas de metros em diâmetro.

Julga-se que os castros eram locais de refúgio durante as guerras tribais Célticas e pré-Célticas, mas muitos, incluindo todas as citânias, eram verdadeiros centros populacionais continuamente habitados.

Observam-se normalmente cinco tipos diferentes de muros castrejos:

· Muralha de alinhamento, espessura e aparelho irregulares constituída por camadas de pedras colocadas horizontalmente, como ocorre no Castro do Coto da Pena.

· Muralha espessa com duas faces regularizadas de grandes blocos preenchidos por um aglomerado de pedras sem argamassada, como ocorre no Castro de Sabroso.

· Uma grande construção constituída por dois muros paralelos de faces verticais, normalmente de grandes blocos dispostos irregularmente, com intervalo preenchido por terra, tal como acontece na Cividade de Terroso.

· Construção sólida com muros de reforço adossados tal como ocorre no Castro de Romariz.

· Muralha simples com espessura média de 1,50 metros, normalmente formada por dois paramentos paralelos, tal como ocorre na Citânia de Briteiros.

Podemos considerar como três as fases da cultura Castreja:

1.A cultura Castreja formou-se num contexto atlântico com relações continentais e mediterrânicas por volta do ano 900 a.C.

2.A segunda fase inicia-se por volta de 500 a.C. e desenvolve-se com as migrações túrdulas, o comércio púnico e as primeiras importações provenientes da Península Itálica. É igualmente a fase da chegada de elementos étnicos célticos cujos contornos cronológicos e históricos devem ser entendidos no âmbito dos diversos processos regionais de celtização peninsular.

3.A terceira fase é a da proto-urbanização da cultura castreja com apogeu e declínio na era da romanização.

Os Castros já existiam durante o Neolítico e a Idade do Bronze, muito antes das invasões Célticas. Julga-se que a Cultura Ibérica desses povoados se misturou com os elementos célticos sem quebras de continuidade. O Céltico, provavelmente o dialecto Goidélico, tornou-se a língua franca de toda a Cultura Atlântica. Muitos dos megalitos da Idade do Bronze como menires e dólmenes estão situados em regiões em que também há castros, e são anteriores aos Celtas quer em Portugal e na Galiza, quer na costa atlântica da França, Grã-Bretanha e Irlanda. Estes monumentos continuaram a ser utilizados pelos druidas celtas.

Os Romanos destruíram muitos castros, devido à resistência feroz dos povos castrejos ao seu domínio, mas alguns foram aproveitados e expandidos como cidades romanas. Segundo Jorge de Alarcão "Aos castros, deram os Romanos o nome de castella, que aparece nas inscrições do século I d.C. sob a forma abreviada de um C invertido"

A zona nuclear castreja corresponde a toda a Galiza e à região portuguesa de Entre-Douro-e-Minho que confina a leste com a área ocupada na antiguidade pelos povos da etnia Zoelae para além do rio Sabor. Existe uma grande densidade de castros no Alto Minho, em especial nos territórios dos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Paredes de Coura, Viana do Castelo (Citânia de Santa Luzia, Castro do Vieito), Ponte de Lima (Castro de Santo Ovídeo) e Esposende (Castro de São Lourenço). No entanto, na bacia do Ave – Vizela existe um maior conjunto de castros de grande dimensão: a Citânia de Sanfins, Citânia de Briteiros, Cividade de Bagunte, o Castro de Alvarelhos e ainda nas proximidades a Cividade de Terroso.

Menos densas são a região de Basto e ainda menos densa é a planície litoral a Sul do Douro. Em Trás-os-Montes, existe uma concentração significativa nas zonas de terras altas, com altitude superior a 750 metros, nos concelhos de Montalegre, Boticas e parte dos concelhos de Vinhais e Bragança.

Novas perspectivas sobre a celtização do NO de Portugal e o território dos Callaeci Bracari valorizam características culturais e linguísticas de filiação céltica no substrato castrejo, ainda com forte expressão durante o período galaico-romano (inscrição da Fonte do Ídolo em Braga e o nome da cidade galaico-romana de Tongóbriga).

Também há alguns castros no Centro de Portugal e nas Astúrias (região de Espanha). Povoados semelhantes também foram encontrados na França Atlântica (Bretanha), Grã-Bretanha e Irlanda.

Mas vamos à nossa sugestão de “roteiro” – Castros a visitar:

· Castro de São Paio (Labruge – Vila do Conde).

· Cividade de Bagunte (Vila do Conde).

· Castro do Monte Padrão (Santo Tirso).

· Citânia de Sanfins (Paços Ferreira).

 

1ª Parte – Castro de São Paio (Labruge – Vila do Conde)

Para começar este “roteiro” nada melhor que tomar um cafezinho junto á praia em Labruge e visitar o Castro S. Paio.

A grande variabilidade de implantação na paisagem dos habitats da Idade do Ferro no Norte de Portugal encontra exemplo de muito interesse no pequeno castro de S. Paio, em Labruge, que constitui o único povoado castrejo absolutamente marítimo de toda a costa portuguesa, ao contrário do que sucede na Galiza, onde se conservam vários destes castros litorais, como o bem conhecido de Baroña.

O castro de S. Paio, que tira o nome do orago da pequena capela existente no local, é um povoado de reduzidas dimensões, assente num pequeno cabeço com cota de 14 metros, junto à praia. As suas defesas parecem resumir-se a uma muralha ou talude, de que podem ver-se vestígios a Nascente, associada a um fosso, que protegeria os habitantes na área mais aberta a terra, já que do lado oposto o mar constituía natural e eficaz protecção. Bastante destruído pela erosão litoral e pela utilização balnear do local, o castro conserva ainda vestígios das suas habitações, podendo ver-se alguns muros e construções de planta circular, se bem que as escavações arqueológicas tenham proporcionado o achado de variado espólio e outros elementos de interesse, como lareiras e pisos em argila decorados, que se encontram protegidos. Nas proximidades existem penedos com gravuras, de cronologia incerta. As escavações realizadas documentaram a ocupação deste povoado, que se encontra em processo de musealização, entre o século I antes de Cristo e os primeiros séculos da nossa era.

Como lá chegar:

Pela auto-estrada A28 (antigo IC1), que deverá abandonar-se na saída de Modivas (depois da área de serviço de Modivas - junto à Lactogal), seguindo depois para Sul pela Estrada Nacional 13 (Vila do Conde - Porto) e voltando à direita no 2º cruzamento a partir do qual a estação está abundantemente sinalizada. Já próximo da praia tomar em atenção pois a via é estreita e só passa um carro.

2ª Parte – Cividade de Bagunte (Vila do Conde)

Depois do cafezinho e da visita ao Castro S. Paio está na hora de se seguir para a Cividade de Bagunte e que dista a cerca de 16 km pelo caminho mais curto.

Regressam á EN 13 e desta vez viram em direcção a Vila do Conde. Já na EN13 e depois do Outlet tem o início da recta do Mindelo e um pouco antes do final existe um cruzamento onde para a esquerda vai dar a Mindelo. Nesse cruzamento vira-se á direita (rua em piso empedrado) e segue-se direcção a Fajozes – mas continuando sempre até a estrada acabar cerca de 3km Quando chegarem ao fim da estrada vão apanhar a N1064 e viram á esquerda e depois é sempre em frente até Bagunte onde vão encontrar sinalização para a Cividade. Em alternativa podem sempre fazer o seguinte percurso, ou seja, iniciado em Vila do Conde, deve tomar-se a Estrada Nacional 206, em direcção a Vila Nova de Famalicão. Cinco km depois (7 minutos) devem cortar à direita, na direcção de Junqueira, pela estrada municipal 525-4. Em Junqueira atinge-se o cruzamento com a Estrada Nacional 306 (1’9 km depois, cerca de 5 minutos), onde se deve seguir em frente, na direcção de Bagunte. Passados 1’6 km (cerca de 2 minutos), deve cortar-se à esquerda para Bagunte, atravessando a localidade na direcção do monte da Cividade, pela estrada municipal 527. 2’3km depois (5 minutos) encontra-se sinalizada a Cividade, do lado esquerdo da estrada (como referencia tem uma paragem de autocarro com abrigo.

Sobre a Cividade de Bagunte o que se pode escrever?

Na faixa sudoeste do Entre Douro o relevo é pouco elevado, embora se registem alguns cumes com posição dominante. Num desses relevos foi edificada a Cividade de Bagunte (altitude 206 metros) com um controlo geo-estratégico quase único, no quadro dos grandes povoados. Para oeste vigiava a plataforma litoral, extensa e fértil. Por outro lado, dominava quer a confluência dos rios Ave e Este, quer os tramos finais destes dois cursos de água, a Sul e a Norte, respectivamente. Controlava, assim, o acesso, através do vale do Este, ao coração do território dos Bracari, bem como a entrada do médio vale do Ave, onde fica a Citânia de Briteiros.

No Monte da Cividade é possível visualizar um povoado fortificado de dimensões consideráveis, talvez um dos maiores do Noroeste, com uma extensa área, igual ou superior à das grandes citânias do Entre Douro e Minho. A sua ocupação estende-se da Idade do Bronze à Antiguidade Tardia, embora destacando-se a organização do Ferro Pleno. O castro aparenta ter tido, no seu momento de máxima expansão, pelo menos cinco alinhamentos de muralhas. Esta Cividade foi ligeiramente explorada nos finais do século XIX e princípios do século XX e está classificada como monumento nacional desde 16 de Junho de 1910. As primeiras escavações ocorreram com o arqueólogo Ricardo Severo entre 1886 e 1888 sendo que as primeiras referências devem-se a nomes ilustres da Arqueologia Portuguesa: Francisco Martins Sarmento; Leite de Vasconcelos, Ricardo Severo e Fonseca Cardozo. O arqueosítio foi escavado em 1947 por Russel Cortez, que pôs a descoberto ruínas de casas circulares, rectangulares, bem como um conjunto doméstico do tipo domus, revelando a importância científico do sítio. Estes vestígios foram, posteriormente, cobertos por um extenso eucaliptal. Todavia, nos últimos anos realizaram-se intervenções de estudo e valorização promovidos pela Câmara Municipal de Vila do Conde, que está a desenvolver neste castro um ambicioso e bem fundamentado projecto, orientado por Paulo Costa Pinto e Pedro Brochado de Almeida, o que já permitiu remover árvores, estabelecendo itinerários, abrindo clareiras de áreas visitáveis e registando as estruturas. Pode-se, assim, observar ruínas de construções de aparelho granítico, rectangulares e circulares, bem como extensos pátios centrais lajeados, um dos elementos típicos das grandes citânias do Noroeste de Portugal. As estruturas encontram-se agrupadas em unidades habitacionais e estas em quarteirões. Pela qualidade dos paramentos das casas e efeito estético dos lajeados são evidentes a afinidades com a Citânia de Briteiros, com Santa Luzia ou com a Cividade de Âncora. Embora ainda não tenha sido descoberta nenhuma estátua de um possível príncipe, considerando a dimensão e posicionamento do sítio deve-se admitir que foi sede de um dos vários populi que viviam no espaço entre o Douro e o Minho, embora o seu nome seja desconhecido. Situado na freguesia de Bagunte, no concelho de Vila do Conde é Monumento Nacional desde 1910 e possui uma Zona Especial de Protecção desde 1960, o que permitiu manter a sua integridade visual e a envolvente.

A Norte, no sopé do monte conserva-se uma antiga via de circulação utilizada pelo menos desde a época romana e que mais tarde foi Caminho de Santiago.

Como complemento pode-se ainda dizer que Desde 1994, o gabinete de arqueologia da Câmara Municipal de Vila do Conde tem desenvolvido trabalhos de limpeza, controlo da vegetação e protecção das ruínas na zona da Cividade de Bagunte. O Gabinete conta com o apoio da associação de património arqueológico de Vila do Conde (APPA-VC) e da junta de freguesia de Bagunte. Todo o trabalho de valorização e transformação da Cividade tem por objectivo torná-la no Parque Arqueológico de Vila do Conde. É também o maior e mais antigo monumento nacional do concelho de Vila do Conde foi um grande povoado, fortificado com 52 hectares de interesse arqueológico, entre a área muralhada e o conjunto de vestígios periféricos. O povoado foi desde sempre conhecido das populações locais que chamavam monte Subidade ou Soledade, duas alterações ao termo latino original Civitate, de onde vem a nossa palavra cidade. 

3ª Parte – Castro do Monte Padrão (Santo Tirso)

Após a visita ao Castro S. Paio e à Cividade de Bagunte deve estar já muito próximo da hora de almoço. As sugestões são várias e pelo caminho mais curto a distancia até o Castro do Monte Padrão é de 35km.

Para se visitar o Castro do Monte Padrão têm que nos dirigir até Santo Tirso e são várias as opções que existem pelo que deixo ao livre arbítrio de cada um, contudo posso sempre sugerir que regressem pela N306 até ao cruzamento de Vilarinho onde viram à esquerda tomando a EN 104 até à Trofa ao longo do rio Ave. Passando o centro da Trofa continuam na EN 104 até Santo Tirso (não se esqueçam de degustar o tradicional Jesuíta). Aqui terão que apanhar a EN 319 em direcção a Paços de Ferreira. Nesta estrada seguirão até à povoação de Monte Córdova mas sugiro que um pouco antes façam um pequeno desvio para visitar o Santuário Nossa Senhora Assunção que foi concebido pelo arquitecto Korrodi sob a inspiração românica-gótica com alguns laivos de neo-romantismo. De planta em cruz grega e soberba construção, faz lembrar as monumentais basílicas orientais. Encontrando-se localizada em lugar de ampla visibilidade no Monte Assunção, tutela daí a cidade de Santo Tirso. Foi construído em 1934, em granito, num estilo neo-românico. Todos os anos no dia 15 de Agosto realizam uma romaria em honra da Santa. As vistas sobre Santo Tirso são muito bonitas e no sentido oposto já se consegue ver o Castro Monte Padrão, embora com alguma dificuldade e em linha recta distam a cerca de 1.000 metros.

De volta á estrada e mal entrem em Monte Córdova e junto à igreja paroquial, deverão virar à direita no cruzamento assinalado como “Estação arqueológica”. A partir daqui deverão seguir a estrada empedrada, acompanhado a sinalização até atingir a capela da Senhora do Padrão, ao fim de 800 metros. Podem e devem estacionar junto junta da capela, encontrando-se o castro no topo da elevação próxima, o Monte do Padrão, efectuando-se de forma tranquila a subida em poucos minutos.

O maciço designado pelo Monte Córdova, ocupa uma privilegiada situação geo-estratégica, pois divide as bacias hidrográficas dos rios Ave e Leça, cujas cabeceiras domina. Deste maciço destaca-se o Monte Padrão, sobranceiro quer ao vale do rio Sanguinhedo, afluente do Ave, quer ao vale do rio Leça. Do alto do Monte, que tem uma altitude de 413 metros domina-se, visualmente, uma ampla secção do vale do Ave e numerosos e férteis alvéolos, bem como a planície fluvial do rio. O castro erguido no Monte Padrão controlava não só a navegação fluvial como também um corredor terrestre que ligava Cale à zona nuclear dos Bracari.

O Monte Padrão fica pois situado na freguesia de Monte Córdova, concelho de Santo Tirso, é um dos grandes castros do Entre Douro e Minho, com uma assinalável continuidade, testemunhando mais de dois mil anos de história, pelo que está a justo título classificado como Monumento Nacional, desde 1910. O local foi extensivamente intervencionado, entre 1950 e 1956, por Carlos Faya Santarém, tendo as escavações incidido em particular sobre a zona norte da acrópole, onde foi descoberto um notável conjunto edificado já da época romana. Contudo a ocupação do local remonta ao Bronze Final (século IX a. C.), conforme os vestígios detectados na plataforma superior, em sondagens realizadas por Manuela Martins, na década de 80 do século XX. Novas intervenções foram realizadas na década de 90 sob a responsabilidade de Álvaro Moreira, trabalhos que prosseguem anualmente. Tal como noutros sítios paradigmáticos do Noroeste de Portugal um primeiro núcleo populacional terá evoluído para um castro da Idade do Ferro, do qual subsiste, bem conservada e visível, principalmente a Sul e Leste, a primeira linha de muralha, que defendia a plataforma superior, bem como vestígios de mais duas linhas, detectáveis pelos taludes artificiais. No topo aplanado do monte observam-se estruturas do período castrejo, nomeadamente casas circulares com ou sem vestíbulo, numa área de grande dinâmica urbana, evidenciada pela sobreposição de estruturas. No quadro do processo de romanização foi erguido um edifício de tipo domus, bem como grandes construções rectangulares a norte. A casa possui um peristilo, um amplo pátio lajeado quadrangular, rodeado por um porticado, para o qual se abrem diversos compartimentos rectangulares. A norte de deste edifício observam-se amplos compartimentos que parecem estar associados ao núcleo residencial.

A ocupação medieval não terá sido menos importante, no contexto da cristianização no Noroeste, existindo uma ligação à presença de S. Rosendo, figura emblemática do período da Reconquista. Conservam-se, perto da entrada Leste do conjunto, os alicerces de uma capela alto-medieval, dedicada a S. Rosendo, assim como de um edifício posterior baixo-medieval. Deste período data a necrópole de inumação que rodeia os caboucos das construções medievas, com sarcófagos formados por lajes de granito e tampas, associada a considerável espólio cerâmico medieval.

 

4ª Parte - Citânia de Sanfins (Paços Ferreira)

Após a visita ao Castro do Monte Padrão fica somente a faltar a visita Citânia de Sanfins e cuja distancia fica somente a 7,5km pelo caminho mais curto.

Regressar novamente à EN 319 e seguir em direcção a Paços de Ferreira. Aproximadamente 1 km depois e à entrada de Santa Luzia vira-se à esquerda e apanhar a EN 1115, cerca de 6km depois estão na Citânia de Sanfins (tem placas indicativas).

O relevo da zona sudoeste do Entre Douro e Minho, embora com uma média de altitude relativamente baixa, é muito fragmentado. Entre as diversas unidades geomorfológicas destacam-se alguns cumes que, pela sua imponência, dominam a paisagem envolvente numa extensão de muitos quilómetros. É o caso do monte (570 metros), onde foi implantada a Citânia de Sanfins. O seu posicionamento entre os limites das bacias hidrográficas do Douro e do Ave deve ser sublinhado, explicando a sua relevância estratégica, no quadro da paleo-geografia da Callaecia. Para norte as linhas de água dirigem-se para o Ave. Para sul convergem para o rio Eiriz, tributário do rio Ferreira que por sua vez desemboca no Sousa, próximo da confluência deste último no Douro. O cume onde foi erguido o castro é aplanado, o que facilitou a organização do sistema defensivo e o ordenamento proto-urbano.

A Citânia de Sanfins é um dos locais mais emblemáticos da Cultura Castreja do Noroeste Peninsular. Sendo uma das grandes citânias do Entre Douro e Minho, é um dos melhores exemplos do proto-urbanismo da II Idade do Ferro, com uma organização funcional do espaço urbano, que se estende por uma vasta área planáltica. A Citânia é circundada por três linhas de muralha, mais um quarto alinhamento complementar. Notam-se várias portas nas muralhas, reforçadas por fossos a Norte e a Sul. Junto de uma das portas, na segunda muralha, foi localizada uma estátua de guerreiro, actualmente representado por uma réplica. A relevância desta descoberta foi, mais tarde, confirmado pelo achado do guerreiro de S. Julião (Vila Verde), igualmente detectado junto da segunda linha de muralha. A área intra-muros ocupava pelo menos 15 hectares. A estrutura urbana do povoado é ordenada por um grande eixo Norte/Sul, atravessado por diferentes eixos perpendiculares, naquilo que constitui um notável ensaio de ortogonalidade na ordenação do espaço urbano. Delimitadas pelos arruamentos e muros limítrofes observam-se várias unidades domésticas com casas circulares, com ou sem vestíbulo, e rectangulares, em redor de um pátio central, por vezes lajeado. Pelas suas características morfológicas Sanfins é um dos melhores locais para se observar este modelo de proto-urbanismo. Uma das unidades encontra-se reconstruída, de tal forma que permite aos visitantes compreender melhor a importância da família extensa como núcleo básico da sociedade castreja. No centro da plataforma, duas grandes construções são interpretadas como estruturas proto-históricas de carácter ritual. Um dos maiores pontos de interesse da Citânia é o balneário castrejo, localizado fora da área urbana posto a descoberto, mas intra-muros, junto de uma pequena nascente de onde ainda brota água. O balneário apresenta uma estrutura comum às restantes construções do género, com fornalha de secção circular, câmara de sauna, vestíbulo separado da câmara pela pedra formosa decorada e pátio exterior lajeado, onde ainda se conservam dois tanques, assim como as canalizações de abastecimento e esgoto. Distingue-se, também, uma fonte de mergulho. A descoberta deste equipamento, na década de 70, do século XX, foi decisiva para a interpretação subsequente destes monumentos, anteriormente considerados como fornos crematórios desde o achado de estrutura idêntica em Briteiros, na década de 30. No ponto mais elevado da Citânia, junto do marco geodésico, subsistem os alicerces de uma capela medieval (dedicada a S. Romão), enquadrada no espaço de uma necrópole de inumação. A Citânia de Sanfins, Monumento Nacional desde 1946, foi primeiramente identificada em 1895 por Martins Sarmento e Leite de Vasconcelos. As maiores intervenções seriam contudo efectuadas a partir de 1944 e 1967 por Eugénio Jalhay (este apenas até 1950) e Afonso do Paço. A partir de 1968 a Faculdade de Letras da Universidade do Porto assumiu, através de Carlos Alberto Ferreira de Almeida o estudo do povoado, prosseguido por Armando Coelho F. Silva que dirigiu sucessivas campanhas, em conjunto com Rui Centeno, até 1993. A partir deste ano elabora-se um projecto de musealização, incluindo o restauro de estruturas arqueológicas e a construção de uma estrutura de apoio à visita.

Complementarmente ainda pode-se dizer que do seu património se destaca ainda as Muralhas, Pedra Formosa e o Núcleo familiar:

Em relação às Muralhas a Citânia estava protegida por várias linhas de muralhas. As muralhas defensivas adaptam-se de forma notável ao terreno, com uma planificação regular e arruamentos ortogonais.

Sobre a Pedra Formosa – é um monólito de grandes dimensões, normalmente decorado com gravuras em baixo relevo, localizado no interior dos balneários da civilização castreja que permitia o acesso, por uma pequena abertura, ao compartimento dos banhos e vapores quentes ou seja, pode-se dizer que é o edifício destinado aos banhos públicos.

“Dizem que alguns dos povos das margens do rio Douro vivem à maneira dos Lacónio (Esparta uma das mais notórias cidades-estado da Grécia Antiga). Untam-se com óleo duas vezes (por dia) em lugares especiais e tomam banhos de vapor, feito com pedras aquecidas pelo fogo e (depois) banham-se em água fria.”

Em relação ao Núcleo Familiar a Citânia possui mais de cento e cinquenta construções de planta circular e rectangular, agrupadas em cerca de quarenta conjuntos de unidades familiares. Recentemente foi restaurado um núcleo familiar.

“No dia-a-dia bebem cerveja e, raramente, vinho. O pouco que conseguem, depressa o consomem nas festas familiares... nesses banquetes sentam-se em bancos construídos ao redor dos muros, ocupando os lugares segundo a idade e a dignidade. A comida circula de mão em mão. Enquanto bebem, bailam e fazem coros ao som da flauta e da trombeta, dando saltos no ar e caindo de joelhos...”

Aos que aceitarem esta nossa sugestão resta-nos desejar que desfrutem ao máximo possível.

25 janeiro, 2013

Jogo limpo - Manifesto pela ética desportiva

DIVULGAÇÃO:


Numa altura em que o tema “doping” volta a estar, pelos piores motivos, no centro das atenções, a ACM - Associação de Ciclismo do Minho, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo, relançou o Jogo limpo - manifesto pela ética desportiva, um compromisso público em defesa da ética desportiva e contra o doping. Todos os interessados em subscrever o documento, inicialmente lançado em 2009, podem fazê-lo através do preenchimento do formulário disponível no final do manifesto.

Todos os pormenores podem ser consultados no sítio na Internet da Associação de Ciclismo do Minho (www.acm.pt).
 

06 novembro, 2012

XCM - 1ª MARATONA VALE DE RANS

DIVULGAÇÃO:
1ª MARATONA VALE DE RANS
7ª Prova da VITALIS/DIETSPORT AC PORTO XCM CUP

O Castro BTT Mozinho, com o apoio do Município de Penafiel e da AC Porto, é a entidades organizadoras da 1ª Maratona Vale de Rans, 7ª prova da VITALIS/DIETSPORT AC PORTO XCM CUP.

Este regulamento particular respeita o disposto no Regulamento Geral Técnico de Corridas de BTT, estipulado pela entidade federativa correspondente.

A Prova terá lugar no dia 11 de Novembro de 2012, com Partida e Chegada à Quinta Vale de Rans, na Freguesia de Rans, em Penafiel.

Todos os pormenores em:
http://www.maratonavalederans.blogspot.pt/
http://www.acporto.org/

05 outubro, 2012

N2 – a mais longa estrada…

 
Dado o cariz do evento, assim como a qualidade organizativa, a  DOISW está a ponderar participar neste evento com duas motas.

DIVULGAÇÃO:
Chaves – Faro, 24 de Novembro de 2012

Há em Portugal uma estrada mítica que o cruza de Norte a Sul… uma aventura para viver em duas rodas; numa única jornada... A mesma estrada, uma nova experiência, uma nova aventura.

24 de Novembro é o dia escolhido para a reedição do evento “N2 – a mais longa estrada…”. Mais uma vez a mítica Estrada Nacional 2 vai ser desafiada e percorrida num só dia! A mesma estrada, uma nova experiência, uma nova aventura.

Para este ano a organização apresenta algumas novidades, fazendo alterações ao traçado original nas partes da estrada onde a N2 já não existe. Embora seja entregue um mapa de papel, a navegação deverá ser feita preferencialmente através de gps Garmin, individualmente ou em grupo.

Com início na madrugada do dia 24 de Novembro no quilómetro 0 da Estrada Nacional 2, na cidade de Chaves, os participantes irão percorrer um traçado o mais semelhante possível com o original, com cerca de 750 kms, de uma só vez, parando o menos possível apenas para comer e reabastecer. O final, em Faro, está previsto para depois do pôr-do-sol, e será seguido de um jantar num hotel de topo, que tal como no ano passado foi do agrado de todos e que permite um animado convívio entre todos e o merecido descanso.

O número de inscrições para este evento é limitado e estarão abertas a partir do dia 03 de Outubro, até ao dia 28 do mesmo mês. As inscrições serão feitas on-line e o link estará disponível junto com todos os pormenores do evento. As informações bem como o link para inscrição vão estar disponíveis através do Facebook da empresa Espaços Sonoros, onde já foi criado o evento ou por pedido de informação através do email: n2evento@gmail.com.

Podem participar no evento equipas de 1, 2, ou 3 motos, com ou sem passageiro, sendo que equipas só de 1 moto e sem passageiro terão obrigatoriamente de escolher a opção de quarto individual.

O valor da inscrição é 115 Euros por pessoa, com alojamento em quarto duplo, ou 145 Euros para alojamento em quarto individual. Este valor inclui o seguinte:
·         Inscrição;
·         Material relativo ao evento (autocolantes, camisola, troféu, etc.);
·         Almoço de sábado (on the road);
·         Jantar de sábado (“em grande”);
·         Dormida de sábado (“em grande”);
·         Pequeno-almoço de domingo (… claro que é “em grande”)
·         O mais importante de tudo: quilómetros de prazer entre amigos e companheiros das 2 rodas!

Inscrição online:
https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?pli=1&formkey=dHo3bWlCVFFnZXlpczkzN3I0aVVXOWc6MQ#gid=0


.

09 setembro, 2012

1ª Maratona BTT “CãoViver”

DIVULGAÇÃO:
 


A 1ª Maratona BTT “CãoViver é uma organização conjunta do Grupo Desportivo Os Maiatos e da CãoViver - Associação de Protecção Animal, terá lugar em Barca na cidade da Maia no dia 04 de Novembro de 2012, será uma Maratona de BTT solidário, que visa a angariação de fundos para a causa da CãoViver - Associação de Protecção Animal.
 
A 1ª Maratona BTT “CãoViver é constituída por três percursos; 60Km / 30Km e passeio familiar com 15Km.

A Maratona e 1/2 Maratona são consideradas como eventos competitivos, contudo o passeio BTT familiar e a caminhada não são considerados como competição mas sim lazer, visando essencialmente contribuir para uma causa solidária e em simultâneo proporcionar um salutar convívio entre todos aqueles que gostam da natureza e do BTT e que lutam pela causa animal.

No final haverá um almoço convívio facultativo.

Para mais informações deverão consultar o sítio na Internet oficial da 1ª Maratona BTT “CãoViver  em http://bttcaoviver.wix.com/btt#!

Complementarmente:
CãoViver - Associação de Protecção Animal
http://www.associacaocaoviver.org/

16 agosto, 2012

Cicloturismo - 1º Passeio Rota da Cebolas


Numa organização do Gasómetro e inserido no vasto programa “Rota das Cebolas BTT Weekend 2012” ir-se-á realizar também um passeio de Cicloturismo no dia 09 de Setembro.

O percurso terá a distância de 62,2km e percorrerá todo o Concelho da Maia.

Incluindo no valor da inscrição, entre as variadas coisas incluidas salientamos, entre outras, a oferta da já tradicional "jersey", seguro e o reforço alimentar (sensivelmente a meio do percurso). 

Informações complementares e inscrições no sítio na Internet oficial da “Rota das Cebolas BTT Weekend 2012” ( http://cebolas2012.bravebikers.com/).

05 agosto, 2012

(XCM) Maratona Povoa bikecamp

Numa organização da bikeservice e prevista inicialmente para o dia 08 de Setembro o Povoa bikecamp vai realizar-se a 16 de Setembro de 2012 no Monte de S. Félix – Laúndos - Povoa de Varzim.

A exemplo das edições anteriores, a edição deste ano terá duas distâncias respectivamente 30 e 50 km.

As inscrições estão já abertas e estão limitadas a 600 participantes.

Todas as informações podem ser consultadas no sitio na Internet da bikeservice (http://www.bikeservice.pt/).

03 agosto, 2012

Passeio Porto Antigo 2012


Sobre a égide da FPCUB e com a colaboração de diversas entidades, vai-se realizar no próximo dia 16 de Setembro a XI edição do Passeio Porto Antigo, com inicio na quinta da Bonjoia.

Percurso pela cidade do Porto com cerca de 25km de dificuldade baixa, aconselhamos o uso de bicicleta de BTT. Obrigatório o uso de capacete. No final haverá banhos.
Partida: Quinta da Bonjoia (chegada no mesmo local).
Hora: 09:30
Inscrição inclui: seguro de acidentes pessoais, reforço alimentar (águas e fruta), recordações do evento (t-shirt, etc..), porco assado no espeto (almoço).
O valor da inscrição é de 8,00 Euros para sócios do Clube Bike Team e 10,00 Euros para não sócios.

Mais informações podem ser consultadas em:
http://portoantigo.pt/

Inscrições:
Podem ser feitas directamente na loja da Patocycles na Rua Monte dos Burgos nº 964 / 4250-313 Porto (GPS: Latitude 41.178 - Longitude -8.628) ou então em http://www.bikemagazine.pt/passeio/portoantigo/

Rota das Cebolas


Num evento considerado para toda a familia e sobre a égide da FPCUB e com a colaboração de diversas entidades (da qual se destacam a Camara Municipal da Maia e o ISMAI) vai-se realizar nos dias 7, 8 e 9 de Setembro mais uma edição da já tradicional Rota das Cebolas no Castelo da Maia.

O programa este ano será muito mais completo do que nos anos anteriores de onde se destaca das enumeras actividades os passeios de Cicloturismo e BTT ambos a realizar no dia 09 de manhã.

De destacar ainda também a realização de um passeio nocturno no dia 07.

Para todos os pormenores sugerimos a consulta dos seguintes sitios na Internet:
http://cebolas.bravebikers.com/
ou
http://www.facebook.com/#!/rotadascebolas.

13 abril, 2012

Campeonato Regional Masters AC Porto

Decorreu no passaso dia 07 de Abril na Póvoa de Varzim o Campeonato Regional Masters AC Porto numa organização conjunta da bike service e da Associação de Ciclismo do Porto.
Assim e fruto da excelente relação que temos com a bike service estivemos também presentes neste Campeonato Regional executando o serviço de "Moto Ardósia" e "Bandeira Amarela" simultaneamente.

Prova Aberta - Classica da Primavera Para Todos

Fruto da excelente relação que temos com a bike service e a exemplo dos anos anteriores uma vez mais este ano estivemos presente nesta tradicional prova do calendário velocipedico luso executando o serviço de "Moto Ardósia" e "Bandeira Amarela" simultaneamente.

17ª Classica da Primavera (Póvoa de Varzim)



A exemplo dos anos anteriores, uma vez mais este ano estivemos presente nesta tradicional prova do calendário velocipedico luso executando o serviço de "Moto Ardósia" e "Bandeira Amarela" simultaneamente.

20ª Volta Terras de Santa Maria


A exemplo dos anos anteriores uma vez mais este ano estivemos presente nesta tradicional prova do calendário velocipedico luso executando o serviço de "Moto Ardósia" e "Bandeira Amarela" simultaneamente.

Eventos BIKESERVICE 2012


A exemplo dos anos anteriores iremos colaborar na organização destes eventos.

22 janeiro, 2011

Classific. Gemunde (BTT Maia)

Classificações:

Classificações Masculinos (Prova na Freguesia de Gemunde):

VETERANOS C (+50)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
166 António Maria Bento Bento Bikes 40
165 Jose Manuel Santos Maiatos/ACMA 30
161 Vitor Manuel Fernandes BTT Team Castelo Maia 25

VETERANOS B (40/49)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
122 Amandio Pinheiro Team Bicivendas/ADS Maia 40
110 Augusto Joaquim Silva ASC/Bravus Curas 30
116 Joaquim Santos ASC/Bravus Curas 25
106 Joaquim Manuel Barbosa CR Camiliano VNF 20
112 Carlos Vigo ASC/Bravus Curas 19
107 Fernando Andrade Individual 18
125 Manuel Rodrigues Robel Portuguesa 17
103 Joaquim Sousa Ferreira Maiatos/ACMA 16
102 Carlos Manuel Pinto Malhos Team 14
114 Manuel Sousa ASC/Bravus Curas 12
105 Abilio Manuel Ferreira BiciMaia Team 10
120 Jorge Coelho ASC/Bravus Curas 9
124 Carlos Manuel Ferreira Individual 8
111 Antonio Lopes ASC/Bravus Curas 7
49 José Manuel Magalhães Asas nos Pés/CDCR Gião 6
119 Mário Orlando França Maiatos/ACMA Desistiu
121 Luis Lemos GD Santander Totta Desistiu
126 Ramiro Coelho Individual Desistiu
127 Antonio Domingos Fernandes Robel Portuguesa Desistiu






VETERANOS A (30/39)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
16 Fernando Maia Igreja Rompetrilhos C.BTT 40
35 Carlos Manuel Pereira SPUMP 30
39 Miguel Angelo Morais Individual 25
33 Antonio Lino Pinto BiciMaia Team 20
97 Sérgio Manuel Sousa Tendinha 19
50 Helder Gaspar Pereira Individual 18
96 Claudio Henrique Silva Bento Bikes 17
44 José Antonio Ferreira BTT Team Castelo Maia 16
80 Heldér José Santos Maiatos/ACMA 14
32 Jose Paulo Ferreira BiciMaia Team 12
34 Joaquim Agostinho Pinto BiciMaia Team 10
22 Carlos Filipe Beleza Rompetrilhos C.BTT 9
13 Lino Azevedo Brito Malhos Team 8
93 Carlos Manuel Cerqueira Robel Portuguesa 7
58 Jorge Manuel Ferreira Asas nos Pés/CDCR Gião 6
54 Vitor Nuno Gomes Malhos Team 5
76 Jose Frangueiro ASC/Bravus Curas 4
70 Ricardo Sá ASC/Bravus Curas 3
14 Victor Domingos Pinto Malhos Team 2
55 Sérgio Manuel Fernandes Asas nos Pés/CDCR Gião 1
29 João Paulo Silva Rompetrilhos C.BTT 0
71 Jose Carlos Oliveira ASC/Bravus Curas 0
92 José Alberto Magalhães Robel Portuguesa 0
160 Alfredo Alexandre Ferreira BiciMaia Team 0
90 João Filipe Santos E.L.S. PATO CYCLES 0
43 Jorge Manuel Fernandes BTT Team Castelo Maia 0
42 Domingos Manuel Meireles BTT Team Castelo Maia 0
86 Paulo Jorge Campelo Maiatos/ACMA 0
98 Jaime Roque Fonseca Individual 0
15 Luis Miguel Seixas Individual 0
77 Miguel Lobão ASC/Bravus Curas 0
69 Eduardo Gilberto Sousa Asas nos Pés/CDCR Gião 0
31 João Daniel Bamonde Individual 0
46 Telmo Filipe Neto Individual 0
48 Bruno Joel Neto Individual 0
95 José Mário Pereira Bento Bikes 0


ELITES (+24)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
54 Manuel Filipe Lopes Malhos Team 40
81 Nuno José Torres Pedalar 30
64 Antonio Reis Maia Bicimaia Team 25
83 Bruno Miguel Costa Individual 20
68 Bruno Miguel Grenha Asas nos Pés/CDCR Gião 19
84 Ruben José Ferreira Bento Bikes 18
82 Francisco Emanuel Sousa Bento Bikes 17
53 Eduardo André Marques Forum BTT.Net/Scalenumbers 16
85 João Filipe Pereira Maiatos/ACMA 14
62 Filipe Manuel Pinheiro Rompetrilhos C. BTT 12
50 Marco Paulo Quaresma Forum BTT.Net/Scalenumbers 10
70 Hugo Miguel Leite Asas nos Pés/CDCR Gião 9
79 José Carlos Neves Maiatos/ACMA 8
69 Carlos Eduardo Santos Asas nos Pés/CDCR Gião 7
75 Ricardo Sousa ASC/Bravus Curas 6

SUB-23 (19/23)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
9 Ivan Nascimento ASC/Bravus Curas 40
8 Pedro Miguel Silva Malhos Team 30
17 Pedro Ricardo Martins BTT Matosinhos 25
7 Márcio Alexandra Santos Bicimaia Team 20
15 Rui Castro Santos Maiatos/ACMA 19

JUNIORES (17/18)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
18 Paulo Faria ASC/Bravus Curas 40
13 Pedro Henrique Martins Asas nos Pés/CDCR Gião 30
19 Marcelo Alexandre Oliveira Maiatos/ACMA 25
21 Nelson Nova Coelho Rompetrilhos- C. BTT 20
20 João Pedro Rocha Bento Bikes 19
3 Fábio Jose Marques Rompetrilhos- C. BTT Desistiu
8 Horácio Miguel Alves Asas nos Pés/CDCR Gião Desistiu


CADETES (15/16)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
10 Jorge Diodo Rodrigues E.L.S. PATO CYCLES 40
9 Pedro André Ferraz E.L.S. PATO CYCLES 30
20 Pedro Pereira Team Bicivendas/ADS Maia 25
15 Filipe Alves Teixeira E.L.S. PATO CYCLES 20
14 Pedro Miguel Nogueira E.L.S. PATO CYCLES 19
16 João Nogueira Team Bicivendas/ADS Maia Desistiu
1 Miguel Ângelo Duarte Asas nos Pés/CDCR Gião Desistiu

JUVENIS (13/14)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
85 Jorge Miguel França Maiatos/ACMA 40
86 Nuno Fernandes Duarte Maiatos/ACMA 30
88 João Francisco Santos E.L.S. PATO CYCLES 25
89 Filipe Guimarães Santos E.L.S. PATO CYCLES 20
87 Francisco Cardoso Campos E.L.S. PATO CYCLES 19
92 Filipe Santos Team Bicivendas/ADS Maia 18
94 Vitor Daniel Lopes Asas nos Pés/CDCR Gião 17
93 Carlos Daniel Silva Maiatos/ACMA 16
91 Tomás Lobato Team Bicivendas/ADS Maia 14
90 Diogo Fernando Oliveira E.L.S. PATO CYCLES 12

INFANTIS (11/12)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
79 António Manuel Ferreira Individual 40
74 Tiago Filipe Rpdrigues E.L.S. PATO CYCLES 30
80 Ângelo Rodrigues E.L.S. PATO CYCLES 25
69 Pedro Miguel Rodrigues Asas nos Pés/CDCR Gião 20

75 Sergio Francisco Barroso E.L.S. PATO CYCLES 19
76 Rodrigo Silva E.L.S. PATO CYCLES 18
67 Antonio Jose Silva Maiatos/ACMA 17
77 André Caetano E.L.S. PATO CYCLES Desistiu


INICIADOS (9/10)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
58 Nuno Ilidio Fonseca Maiatos/ACMA 40
57 Gonçalo Barros Magalhães Asas nos Pés/CDCR Gião 30
60 Jorge Loureiro E.L.S. PATO CYCLES 25
59 Gabriel Peixoto Neves E.L.S. PATO CYCLES 20
50 Bruno Miguel Seixas Individual 19
56 Rui Pedro Macedo Malhos Team 18
61 Daniel Filipe Ramos Individual 17

BENJAMINS (7/8)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
29 João Pedro Castro Asas nos Pés/CDCR Gião 40
34 João Pedro Sousa Maiatos/ACMA 30
30 Hugo Filipe Ferreira Asas nos Pés/CDCR Gião 25
31 Alexandre Antonio Abreu Individual 20
28 José Miguel Capitão Asas nos Pés/CDCR Gião 19

BAMBIS (5/6)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
13 Miguel André Santos Asas nos Pés/CDCR Gião 40
11 Pedro Miguel Costa Malhos Team 30
6 João Pedro Seixas Individual 25

Classificações Femininos (Prova na Freguesia de Gemunde):

VETERANAS B (40/49)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
28 Iolanda Sara Sousa E.L.S.PATO CYCLES 40

SUB-23 (19/23)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
3 Natália Manuela Silva BiciMaia Team 40


JUVENIS (13/14)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
23 Mariana Filipa Pedrosa E.L.S. PATO CYCLES 40
9 Joana Filipa Castro Asas nos Pés/CDCR Gião 30
12 Inês Alexandra Lopes Asas nos Pés/CDCR Gião 25
13 Sara Isabel Castro Asas nos Pés/CDCR Gião 20
14 Maria Barros Magalhães Asas nos Pés/CDCR Gião 19

INFANTIS (11/12)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
24 Carolina Marques E.L.S. PATO CYCLES 40
15 Joana Porto Igreja Rompetrilhos C.BTT 30
16 Jéssica Lacerda Costa Malhos Team 25
25 Ana Fonseca E.L.S. PATO CYCLES 20

INICIADAS (9/10)

Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
26 Ana Mafalda Santos E.L.S. PATO CYCLES 40
18 Jéssica Martins Pinto Malhos Team 30
22 Daniela Sofia Campelo Maiatos/ACMA 25
27 Inês Caetano E.L.S. PATO CYCLES 20

BENJAMINS (7/8)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
29 Maria Martins Simões Rompetrilhos c.btt 40
19 Joana Andrade Rocha BiciMaia Team 30
33 Mafalda Sofia Ribeiro Maiatos/ACMA 25

BAMBIS (5/6)
Dorsal Nome Reduzido Nome Equipa
2 Lara Dinis Ribeiro Maiatos/ACMA 40

20 janeiro, 2011

Sobre a 1ª prova...

Balanço organizativo:


Bom dia,

Classificações:
Tal como escrevi na mensagem anterior devido a uma gripe à moda antiga tenho estado acamando mas hoje vão já ficar disponíveis as classificações.

Percurso:
Em relação ao percurso concordo que se o sentido tivesse sido o contrario a prova tinha ficado mais “bonita”, contudo há sempre pormenores que nos levam a ter que fazer o possível e não o que pretendemos. Assim, para que o sentido da prova fosse contrário teríamos de fazer a linha de meta na recta junto ao prédio, mas para isso ia-mos necessitar de fechar o acesso ao prédio dos moradores, coisa que todos concordamos não ser eticamente aceitável.

Horário:
Realmente a primeira prova teve um atraso substancial, bem sei que solicitamos a inscrição via internet, mas só cerca de 30% das inscrições é que vieram dessa forma.
Para que possam correr é necessário haver um seguro, seguro esse que nos obriga a enviar um e-mail com a relação dos atletas. Como ás 09:40 ainda estávamos a receber inscrições de atletas para uma prova que deveria ter começado ás 09:15 logo se depreende com facilidade o atraso, mesmo assim ainda recusamos a participação de um atleta que chegou ás 09:45. Após o fecho das inscrições envia-mos um mail á seguradora e só após validação desta é que podemos dar inicio à prova, pois caso contrário o seguro não seria válido e assim como nós, nós não pretendemos correr riscos desnecessários, imaginem que há um acidente?
A única prova que tem horário definido é a primeira, todas as outras estão dependentes do término da prova anterior.

Sequência das provas:
A última prova é e será sempre a prova rainha, ou seja, a dos elites.
Como temos crianças com 5 anos a correr e para que não tenham que se levantar tão cedo optamos por serem elas as segundas a correr, assim como poderem ir também mais cedo para casa devido aos horários mais rígidos de alimentação que necessitam ter.

Cerimónia protocolar:

“13º - Cerimónia Protocolar:
Os atletas deverão apresentar-se devidamente equipados.
Realizar-se-á de forma individual (escalão a escalão) e na seguinte sequência:
Bambis + Benjamins + Iniciados + Infantis + Juvenis (ou escolas 1 e 2) – Durante o decorrer da última prova.
Restantes categorias – Após término da ultima corrida.”


Quantidade de voltas:
Devido ao atraso inicial deveria ter sido efectuado um ajustamento ao número de voltas, mas por culpa minha só na última prova é que o fizemos, será um pormenor a rectificar já na próxima prova.

Água:
Não é obrigação nas provas de XCO (como é o caso) o organizador fornecer água, contudo é uma mais-valia a qualquer organização.
Assim, tentamos ao máximo conseguir água para as provas e só no sábado de manhã é que tivemos a problema solucionada com a preciosa ajuda do Departamento de Desporto da C.M.Maia e da Henisa.
Como também sabem o abastecimento nas provas de XCO é da responsabilidade dos acompanhantes dos atletas e nunca do organizador, não confundir XCO com XCM (Maratonas).

Em relação às próximas provas:
Vamos ser exigentes no cumprimento dos horários, ou seja, no horário previsto fecha o secretariado e quem chegar atrasado por certo compreenderá que não é justo fazer atrasar todas as corridas, atletas, policiamento, assistência médica e todo o staff da organização só porque se atrasaram.

Em relação ao próximo percurso será o mais pequeno dos que compõem este campeonato e talvez o menos “bonito”, será em princípio igual ao do ano passado, contudo estamos a tentar obter autorização para passar num terreno que se o conseguirmos a prova melhorará bastante.

Em termos participativos ultrapassou-se ligeiramente as duas centenas, contudo ficou um pouco aquém das nossas expectativas, mas não nos podemos queixar.

Contamos pois com todos vós já na próxima prova em Milheirós (junto ao Campo de futebol)
Coordenada GPS do local de partida:
N41 13.525 W8 34.648

Campeonato BTT da Maia 2011 (01)


11 novembro, 2010

Grupo Desportivo "Os Maiatos"


Transcrevo parcialmente a entrevista do Sr. Paulo Ribeiro – Presidente do Grupo Desportivo “Os Maiatos” ao jornal Primeira Mão.

Este ano foi alargado o número de provas, “porque a procura tem sido muito grande”, referiu o director desportivo. Vai ter uma prova só para crianças e seis provas para os restantes escalões. No ano passado, foram apenas quatro. A edição de 2011 vai ser organizada em parceria com a DOISW, empresa promotora de eventos desportivos.

Fausto Saavedra está convicto de que, a exemplo dos anos anteriores, a prova será um sucesso. “Tem tido uma adesão enorme. Cerca de 200 a 300 atletas têm-se deslocado à Maia para praticar o BTT”, revela o director desportivo Fausto Saavedra.

Em 2012 poderão surgir mais novidades, no que diz respeito ao BTT. O clube pretende organizar, em conjunto com a DOISW, a Maratona Cidade da Maia. “É uma maratona em que vamos apostar, prevista para Fevereiro de 2012. Estamos já a trabalhar nisso, em conjunto com a DOISW”, adiantou Paulo Ribeiro.”

A entrevista pode ser lida na integra em:
( http://www.primeiramao.pt/2010/11/10/grupo-desportivo-os-maiatos-aposta-no-futsal-e-btt/)

08 novembro, 2010

CICLOCROSS



O Ciclocross é uma vertente do Ciclismo de Estrada e que até finais dos anos oitenta tinha uma boa adesão por parte dos atletas que aproveitavam estas provas como preparação de inverno. A adesão era de tal maneira que, durante anos afio, houveram Campeonatos Regionais e Nacionais Por um ou outro motivo foi desaparecendo esta variante em Portugal, mas que em sentido inverso por essa Europa fora foi uma vertente que foi crescendo sempre, inclusivamente até já ultrapassou oceanos.



São várias as diferenças entre o Ciclocross e o BTT sendo as duas principais o tipo de bicicleta usado e a outra o percurso, enquanto no BTT o percurso tem que ser 100% clicável no Ciclocross já não é sendo inclusivamente obrigatório a existência de zonas que obrigue a desmontar da bicicleta.

Apesar da inexistência desta variante em Portugal existem contudo alguns atletas que se deslocam à vizinha Galiza para participar em provas de Ciclocross, inclusivamente Celestino Pinho ganhou na época passada a Taça Galega de Ciclocross.

Quem sabe se este ano não irão finalmente reaparecer as provas desta vertente do Ciclismo de estrada novamente?...




...e que tal se a DOISW organizar uma prova de Ciclocross?

06 novembro, 2010

Passeio Natal Fórum formiga4x4


É já no próximo dia 11 de Dezembro que se vai realizar, em parceria com a DOISW, o 1º Passeio de Natal fórum formiga4x4.

Todos os pormenores em www.formiga4x4.com .